sábado, 26 de outubro de 2013

Tarde de Sábado no Pelô

Mochilas prontas e uma dúvida: Aliança Francesa ou Pelourinho? 
Ambos teriam a última apresentação de um espetáculo infantil.


A decisão: Pelourinho! 
Além do espetáculo, a possibilidade de caminhar com as crianças pelo Centro Histórico.


 O espetáculo: Histórias de Lenços e Ventos.


Após o espetáculo, o lanche (nada) saudável oferecido pelo teatro Sesc Pelourinho: suco de caixinha com pipoca doce (para poupar meus filhos, consumi quase tudo. Amo!)


Na saída, o que ocorrer...


E ocorreu suco de limão com coco. Delícia!


E ocorreu encantamento com um gato gordo.


E ocorreram declamações e músicas de Vinícius de Moraes


 Ocorreu também amendoim cozido vendido em saco de geladinho.

 
 E uma pausa para um momento de deleite.


Emoção ao ouvir canções e sonetos de Vinícius.


Surpresa ao presenciar uma homenagem a Michael Jackson.


E arte em saliva nas paredes, para despedida...



sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Uma viagem... no tempo, na estrada, na vida!

- Um avião!
- Um elefante!
- Um dragão cuspindo fogo...
- Hum... já sei! A pegada de um gigante!

A cena que me veio à mente foi a de duas meninas, em fases de vida diferentes (porque na infância cinco anos de diferença significa muita coisa), deitadas de valete no fundo de um carro popular (numa época em que as pessoas ainda não se preocupavam com o uso do cinto de segurança), tentando fazer de tudo para que o percurso na estrada, necessário para alcançar o tão almejado destino da viagem, pudesse passar mais rápido e se tornar mais interessante. Elas, animadamente, aproveitavam que seguiam deitadas para tentar desvendar, ao olhar para o céu, em que aquelas instigantes nuvens poderiam se transformar. Fiquei, silenciosa, me perguntando se outras crianças também teriam se divertido tanto brincando com as nuvens tão distantes, lá no céu...

Mas desta vez eu não estava no banco de trás. Não! Eu conduzia, morrendo de medo, pela chuvosa BR 324, o veículo que levaria meus três filhos, meu marido e eu para um promissor final de semana num hotel fazenda.

Um problema de saúde impediu o marido, com larga experiência em estradas, de nos levar a nosso destino e me deixou sem opção: teria que driblar o sono que insiste em tentar me pegar na estrada e vencer os 100km de distância que nos levariam até a Fazenda Candeal.

A longa estrada até me deixou um pouco sonolenta, mas olhar para o céu, quando a chuva deu uma trégua e permitiu que o sol se mostrasse um pouco para nós, deixando-me menos tensa, e lembrar das nuvens da minha infância, foi nostalgicamente reconfortante.

Desta vez, no banco de trás não havia espaço para "crianças deitadas de valete". Até porque, ali, três crianças, seguramente acomodadas, já ocupavam todos os espaços disponíveis, estando apenas sentadas...

Ali atrás, acompanhando as mudanças tecnológicas pelas quais passamos ao longo dos últimos 25 anos, quando eu e minha irmã viajávamos no banco de trás do carro dos nossos pais, Lipe, espontânea e alegremente, num raro momento de integração plena e simultânea com seus dois irmãos, os distraía com vídeos e jogos de iPad, proporcionando-lhes uma viagem menos maçante que, quem sabe um dia, também permeará suas memórias, trazendo saudades da infância.



terça-feira, 1 de outubro de 2013

Entre Rosas e Espinhos

Leti não tem estado numa boa fase ultimamente. Tem se mordido no braço, batido com a cabeça nos lugares, apertado as bochechas... Eu, que normalmente condiciono meu bem estar geral ao estágio pelo qual ela passa (sob a ferrenha censura da psicóloga), sigo preocupada com este momento.

Semana passada, conversando sobre essas atitudes com sua TO, e tentando descobrir algum motivo que pudesse ter desencadeado esses episódios auto-agressivos, chegamos à conclusão de que a falta de alguns estímulos proprioceptivos pode ser a causa. Explico melhor.

Fazendo uma avaliação das últimas três semanas, quando este movimento começou a se intensificar, constatamos que houve uma mudança nas atividades da sala de movimento da Ciranda, quando atividades proprioceptivas foram substituídas por outras que estimulam o sistema vestibular (voltadas ao equilibrio). As atividades que eram todas feitas no chão, passaram a ser feitas em equipamentos suspensos. Ao mesmo tempo, desde o início do mês, quando seu professor de natação se afastou para uma cirurgia no joelho, ela ficou sem as massagens de alongamento que ele lhe fazia ao longo da aula.

A TO acha que, para compensar, para sentir mais seu corpo, ela acabou buscando estes expediente auto-agressivos com maior regularidade.

Diante da suspeita, fizeram algumas alterações na sala de movimento da Ciranda, alternando atividades proprioceptivas e vestibulares, e, além disso, para nossa sorte, hoje, nosso querido professor de natação retornou a suas atividades, retomando os exercícios de alongamento, e o vínculo afetivo constituído desde o início do ano com a minha pequena, que não estava gostando muito do professor substituto.

Vamos aguardar uns dias para avaliar se haverá melhora em seu quadro geral, quando nos certificaremos de que a suspeita foi efetivamente a causa, e, caso não haja progresso, voltaremos ao ponto de partida, para tentar descobrir o que tem desestabilizado a minha pequena.

Mas, para não dizer que não falei das rosas, preciso falar de pequenos progressos em suas atividades de vida diária.

Todos sabem das suas limitações motoras, da dificuldade de ultrapassar obstáculos, de exercitar a motricidade fina e até a grossa.

Na semana passada, quando a levava para a escola, pedi que subisse sozinha no carro, que é alto, e se sentasse no banco.

Por algumas vezes, diante da sua dificuldade, me contive para não dar um apoio na subida, para não conduzir seu movimento... Mas consegui assistir passivamente (aliás, não tão passivamente, já que ficava encorajando-a a não desisitir) a elaboração do seu planejamento motor até o final quando ela, finalmente, sentou-se elegantemente no banco. Um movimento normalmente simples, corriqueiro, mas que, naquele contexto, foi como uma vitória numa competição esportiva. Foi lindo perceber que ela conseguiu (mesmo tendo duvidado disso por muitas vezes), foi aliviante ver minha angústia recompensada.

Outra coisa que já tem feito com mais frequência, e não fazia, é carregar a própria mochila (de rodinha), na ida e volta da escola e da Ciranda. Crianças bem pequenas fazem isso. Mateus já faz. Mas ela não fazia. Não queria sequer segurar a mochila. Eu tentava fazer junto. Conduzia sua mochila segurando por cima da sua mão, quando ela aceitava. Um belo dia, pedi para levar sozinha, para analisar como andava sua habilidade, e lá se foi ela, linda, leve (ou quase) e solta, carregando sua mochila. 

Por último, há alguns dias, enquanto a levava para a Ciranda, percebi pelo retrovisor que ela estava com o lanche em suas mãos. Quando parei o carro e olhei para trás, notei que havia aberto o zíper da lancheira e tirado o lanche para tentar comê-lo, outra habilidade que não tinha.

Tenho procurado me focar nestes pequenos progressos para não me angustiar muito com os também pequenos retrocessos, que sei fazerem parte do seu processo de desenvolvimento.

Espero em breve poder falar mais de flores por aqui...

apertando as bochechas



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