domingo, 9 de abril de 2017

Meus 40: um breve (nem tão breve) resumo

Faltavam 8 dias para o meu aniversário e eu não estava nem um pouco animada sequer para pensar em fazer algo para comemorar.
 
Os dias que o antecederam, como disse no último post, foram difíceis e, sem que eu percebesse, pareciam sabotar qualquer tentativa minha de celebração, fosse qual fosse a motivação. Eu não me sentia triste. Mas simplesmente desanimada, desenergizada...
 
Então, no dia 25 de março (dia em que escrevi o último post, ainda tocada pela música de Ana Vilela), meu grupo de amigos se reuniu para um jantar, como fazemos com certa regularidade, e as coisas tomaram outro rumo.
 
Cheguei à casa de nossos amigos tomada por uma sensação de torpor, causada pelas reflexões a que a música havia me levado e pouco aberta a grandes demonstrações de alegria. Não sei se chegaram a notar...
 
Mas é difícil manter este estado junto a este grupo de amigos e, de uma hora para outra, eu já estava dançando arrocha no meio da sala e fazendo graça para vídeos do boomerang. E foi neste clima que as meninas do grupo praticamente me intimaram a comemorar a passagem dos meus ENTA, iniciando uma força tarefa que culminou na deliciosa celebração do último domingo.
 
A festa foi um pouco diferente do que eu tinha imaginado há um ano, quando o orçamento doméstico não estaria comprometido com a decoração do apartamento, que entrou para a lista de prioridades no início deste ano e cujo projeto encontra-se em execução. Mas acho que esta limitação acabou dando um quê de especial ao dia, favorecendo uma participação maior das amigas para que a festa viesse a acontecer.
 
Elas criaram um grupo no whatsapp, se habilitaram para preparar umas iguarias, disponibilizaram contatos e contribuíram, principalmente, com a motivação que durou por toda a semana em que a festa foi organizada.

Durante os 7 dias de preparação, minha cabeça esteve a mil por hora!

Fiz uma pequeníssima lista de convidados, selecionei umas fotos para dar um toque personalizado ao evento, escolhi o tema da festa (minha linda cidade de Salvador), fui ao Mercado Modelo angariar detalhes para dar uma carinha a minha festa, acionei meu tio e super fotógrafo da cidade - Osmar Gama - para me disponibilizar umas imagens para a festa, defini comidinhas, bebidas e música para o dia...

Junto com o cantor indicado por um outro indicado, e que não fazia o repertório que eu queria, escolhemos a dedo as músicas que seriam tocadas no dia.

A expectativa era grande até a chegada do dia 02.

E o dia amanheceu com muitas novidades!

Acordei com um abraço diferente do maridão. Um abraço que diz tanto, mesmo sem falar nada. Um abraço desinteressado e tão cheio de intenções... Reconfortante, energizante... A este abraço seguiram-se outros igualmente significativos de cada filho, e, em especial, o de Lipe, meu filho mais velho que fala tão pouco sobre sentimentos, mas conseguiu me dizer tanto com seu abraço que encheu meu tanque de amor no início do dia...

Em seguida chegaram meus pais para tomar o café da manhã comigo, como fazemos desde que eu era criança.

Quando eu me preparava para começar a arrumação do salão para a festa, fui surpreendida com um inusitado presente, ofertado pelo grupo de amigas - das antigas - da escola, que intitulamos de G8: uma sessão de massagem relaxante.

Confesso que meu primeiro pensamento foi: "- Putz! tenho tanta coisa pra fazer..."

Mas a massagista montou a maca, colocou uma musiquinha relaxante, que lembrava o som do mar, e começou a massagem exatamente por um ponto de tensão no meu ombro que me chamou atenção logo que acordei. Em poucos minutos o pensamento que vinha a minha cabeça era: "Puxa! Eu jamais teria a ideia de reservar este tempo para mim no meu dia... e está me fazendo tão bem..." Agradeci, em silêncio, e tomada por emoção, a iniciativa das minhas amigas de me proporcionar aquele importante momento meu comigo mesma, no iniciozinho do novo ciclo da minha vida.

Depois dali, com corpo e mente sãos, segui para o encontro das amigas que me aguardavam para o início da maratona de arrumação do espaço da festa.

Tinha algumas ideias para a decoração, mas não sabia exatamente como implementar. Então deleguei ao cunhado e à irmã a tarefa de organizar os mosaicos de fotos que tinha imprimido, à prima super grávida e à amiga-irmã a missão de fazer a cortininha de fitas do Bonfim, e juntamente com todas, posicionamos as imagens de Salvador cedidas por meu tio, arrumamos a mesa e o espaço da festa, enquanto o marido dava o suporte logístico necessário.

O resultado ficou lindo! Sem falsa modéstia. Nada sofisticado ou espetaculoso. Mas aconchegante, pessoal, e com o efeito que eu imaginava... Com a cara de Salvador e um pedacinho da minha história, nestes primeiros 40 anos, em cada canto.






 
 
Como a festa foi para poucas pessoas, tive oportunidade de aproveitar a presença de cada uma, que estava ali por representar um importante segmento da minha vida. Ali estavam amigas de infância, de adolescência, da vida adulta; familiares de sangue e de coração; amigas de trabalho, de escola, de rua, de militância...

Foi delicioso compartilhar aquele momento com pessoas tão queridas. Foi especial sentir a emoção das pessoas ao relembrarem dos momentos compartilhados comigo, rememorados pelas fotos espalhadas pelo salão. Foi contagiante a alegria do ambiente, embalada pela trilha sonora cuidadosamente escolhida. Foram tocantes as mensagens deixadas para a posteridade no álbum disponibilizado a quem quisesse me dizer alguma coisa...

Alguns presentes ainda deram um quê de especial ao dia, como a linda pulseira feita pela amiga de infância; o sensível livro que pertenceu a uma amiga e que parece ter escrito para retratar uma vivência da minha família; um perfume que poderia ser só um perfume mas que, na verdade, era o cheiro de vida que pretendia ser o presente... E tantos outros que eu olhava e pensava "eu certamente teria comprado para mim", mostrando o quanto as pessoas se dedicaram a procurar algo que realmente tivesse a minha cara...

O dia de foi de felicidade nos pequenos detalhes. Felicidade plena e gratidão por me sentir tão presenteada na vida por Deus. Por me sentir tão querida. Por sentir que a energia que gira em torno de mim é tão positiva e vibrante! Tenho tanto na vida que às vezes me questiono se realmente faço por merecer...

Mas rever as imagens do dia dos meus 40 anos me leva a crer que, sim, sou merecedora de todas estas bênçãos.










 



 

Foi dia de celebrar a vida, a família, os amigos; as conquistas e as dificuldades que me fortaleceram; as alegrias e também as tristezas, que pareceram reforçar ainda mais os vínculos com as pessoas queridas. Foi um dia de fortes emoções, acolhidas em envolventes abraços.





 
Foi dia de tomar todas, de rir muito, de dançar, de viver intensamente o sentimento de celebração!
 






 
Como se não fosse suficiente, no dia seguinte fui presenteada por um vídeo do G8, no qual amigas que hoje não moram em Salvador, ao lado da que representou o grupo na festa, mandaram suas felicitações, mostrando que a distância é nada quando a amizade é verdadeira.
 
E, para finalizar o período sabático de passagem para os ENTA, na última sexta feira, meu tio (o fotógrafo de quem falei lá em cima), que no início da festa disse que faria umas imagens para fazer um videozinho para mim, pediu que eu reunisse uns amigos em casa para assistir o vídeo que ele tinha feito com as imagens da festa.
 
JURO que pensei que era um resuminho da festa apenas. E só isso já era o bastante para me animar a reunir umas pessoas para assistir, já que eu ainda sentia na pele a energia do dia.
 
Mas fui vítima de uma conspiração!
 
Sem que eu percebesse, e por uma linda iniciativa dele, quase todos que estavam na festa tiraram um tempinho para deixar uma espontânea mensagem para mim.
 
Foi de arrepiar!!!!
 
Fiquei absurdamente emocionada e tocada por sentir que minha vida, despretensiosamente, inspira tantas pessoas que representam tanto para mim e por constatar a riqueza que consegui acumular ao longo destes primeiros 40 anos e que pretendo preservar nos próximos 40.
 
Iniciado o novo ciclo, resta-me agradecer e continuar regando o jardim para que, nos próximos anos, toda emoção aqui relatada continue a florescer, fazendo-me ainda mais feliz e realizada!
 

 
 
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