sábado, 12 de setembro de 2015

Um medo, uma história e o incremento da cumplicidade

Assim que chegamos ao Humaitá, caí na besteira de falar dos canhões e suas bombas. Leti, que só de ouvir a palavra 'bomba' já se enche de medo, começou a mostrar sua resistência, repetindo 'bomba, não; bomba não'.
 
Tentei lhe explicar que aqueles canhões já não soltavam suas 'bombas' e, ao olhar para o forte ali do lado e para os navios em alto mar, lembrei-me da experiência no Museu das Armas em Paris e resolvi lhe contar uma história.
 
Sentamos ali e lhe disse que há muitos a...nos, quando nem vovó ainda tinha nascido (será que ela compreende isso?), os piratas chegavam em navios como aqueles que estávamos vendo, para roubar nossas riquezas (nossos picolés, bolos, sorvetes... hahaha), então os policiais que ficavam em cima daquele forte viam os navios que se aproximavam e avisavam para os policiais que estavam embaixo. Para proteger nossas riquezas, os policiais pegavam as bolas de canhões, colocavam dentro dos canhões, apontavam para o navio que estava bem longe e... BUUUUMMMMM! Conseguiam derrubar o navio e proteger nossas riquezas.
 
Mas isso foi há muito, muito tempo. Hoje os canhões estão aqui só para nos contar um pouco da nossa história, não funcionam mais.
 
Ela ouviu cada detalhe atentamente, certamente assimilando cada informação, mas não se livrou dos medos.
 
Pelo resto da tarde apreciamos os canhões apenas de longe.
 
 
 

2 comentários:

Milena Pinheiro disse...

Fico admirada, emocionada e fascinada como vc é uma mãe super dedicada. Parabéns Jana, acho lindo o jeito com que vc trata todos os seus filhotes. Bjs.

Janaína Mascarenhas disse...

Obrigada pelo carinho, Milena!

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