segunda-feira, 28 de março de 2016

Semana Santa em Maceió

E depois da viagem sem Leti para a Disney parece que uma culpa subliminar só faz nos levar a praias. Desta vez foi para Maceió e de avião, meio de transporte que minha pequena não curte muito.
 
Decidimos fazer esta viagem quando estávamos em Imbassahy, no réveillon. Nunca tínhamos levado as crianças a Maceió, queríamos conhecer o Jatiúca Resort e teríamos a companhia de um casal de amigos que amamos.
 
Foram 4 dias, nos quais procuramos apresentar aos nossos pequenos um pouco das infinitas possibilidades que o estado de Alagoas disponibiliza aos seus turistas.
 
A ideia era fazer passeios próximos, e que trouxessem entretenimento para todos.
 
Chegamos a Maceió num início de tarde e fomos almoçar no Divina Gula, por conta das referências quanto à energia do local. Como chegamos tarde, estava bem vazio, o que nos proporcionou um atendimento quase exclusivo. O local, de fato, é super aconchegante, principalmente para as crianças, embora a comida não fosse de impressionar. Mas os peixes, as aves e a deliciosa área verde foram suficientes para encantar o meu pequeno. Leti, que chegou roxa de fome, não se permitiu curtir muito o lugar. Mas eu retornaria fácil, numa próxima viagem.
  
 
 

  



Como o dia ficou curto, aproveitamos o que sobrou dele para curtir a piscina do hotel. O hotel é simplesmente fantástico! Uma lagoa o corta ao meio e, para completar o cenário, o mar fica ao fundo, a poucos passos dos hóspedes. Os funcionários são muito atenciosos e sempre dispostos a ajudar e há uma ampla programação de entretenimento. {No primeiro dia que fomos à praia, um funcionário percebeu que eu havia devolvido as toalhas e saía com pouco volume e se dirigiu a mim para dizer que, se quisesse, poderia levar as toalhas do hotel para a praia. Achei de uma gentileza singular!}. O que me desapontou um pouco foi o restaurante. O hotel funciona no regime de meia pensão e já tínhamos sido alertados que as opções do jantar eram melhores que as do almoço. Imaginei, pelas referências que obtive, que a comida seria excepcional, mas, para mim, ficou bem longe disso. O café da manhã eu achei maravilhoso, mas o jantar deixou a desejar. A proposta, em si, é bem interessante, cada noite tem um cardápio específico, temático: oriental, nordestino, mexicano, italiano... (estes foram o que experimentamos), há uma satisfatória variedade de pratos, mas, nas 4 noites em que fiquei hospedada lá, não comi nada pelo que tenha me apaixonado. (mas gostei bastante das sobremesas). Assim, se tivesse opção, eu optaria por uma hospedagem só com café da manhã. Mas, não tendo, ainda assim voltaria a me hospedar lá, porque achei que todas as vantagens suplantam este único aspecto.

 




 
 
 

No primeiro dia efetivo de viagem, fomos fazer o tradicional passeio de jangada para as piscinas naturais de Pajuçara. Éramos 8 e tivemos que nos dividir em 2 jangadas porque cada uma comportava no máximo 6 pessoas. O passeio em si não dura tanto porque as piscinas só se formam enquanto a maré está baixa e não conseguimos chegar muito cedo, mas foi super astral. Leti ficou um pouco tensa durante a travessia, mas aproveitou bastante o passeio, apesar da frustração de não poder brincar com a areia. Tomou suco de abacaxi servido na casca da fruta, nadou, viu peixes, sorriu, se divertiu. Mateus só queria ficar solto! Lipe estava se achando o mergulhador. E Samir, por alguns instantes, quis se esquecer que estava viajando com a prole, e procurava degustar todos os sabores de roska disponíveis no jangadeiro... O passeio foi maravilhoso e renovador!
 






 
Fomos almoçar no Massarela, restaurante italiano bem típico, com ambiente agradável e comida saborosa. Pedi uma massa com quatro queijos, acompanhada de uma carne com molho de mostarda. Muito boa!
 
 




 
No dia seguinte acordamos mais cedo e seguimos para a Praia do Gunga. Tínhamos até indicação de uma barraca, mas acabamos ficando na primeira que encontramos. A praia estava paradisíaca! Maré baixa, sol gostoso, pouco movimento e muita energia pra gastar. O tempo passou que nem sentimos. As crianças se divertiram até a exaustão e, já perto da hora de ir embora, Lipe se aventurou no flyboard, que me deixou com o coração na boca. Mateus saiu de lá dizendo que quer voltar quando crescer para encarar o flyboard também.






video

Saímos da Praia do Gunga e fomos almoçar no Bar do Pato, na beira da Lagoa Manguaba, em Massagueira. Tinha lido várias sugestões, verificado as avaliações do Tripadvisor, mas me desapontei com a comida. A vista é linda, o ambiente é familiar, o estilo é de boteco, o que, para mim, não é problema, mas a comida estava bem ruinzinha. Só o arroz de polvo agradou. Tinha um brinquedão para entreter as crianças e uma escadinha lateral que dava acesso à margem da lagoa. Valeu pela vista mas não voltaria lá.
 

 



 

 

No dia seguinte, que seria nosso último dia inteiro lá, fomos a Barra de São Miguel. A praia, protegida por corais, estava calma e morna, um convite ao relax, ainda que mais cheia de gente que os dias anteriores. A ideia era curtir a praia apenas pela manhã, almoçar cedo, voltar para o hotel para as crianças cochilarem para podermos ir à orla à noite. E assim foi. Ficamos o tempo inteiro no mar, que até cama elástica tinha, subimos para uma gostosa chuveirada e partimos. Um fato (negativo) que marcou foi a absurda quantidade de carrapicho espinhento que se acumulou em nossas sandálias, chegando até a furar o meu pé.









 
Optamos por almoçar no Imperador dos Camarões, para degustar o tradicional chiclete de camarão. Fomos na filial da orla, que estava relativamente vazia quando chegamos. O atendimento foi impecável, o restaurante é bem charmoso e o chiclete de camarão estava bom. Mas como é feito com queijo prato, e em enorme quantidade, achamos que ficou um pouco enjoado. Mas o petit gateau de doce de leite... hummmm... Sensacional!
 
 




 
Conforme planejado, colocamos os pequenos para dormir e, logo depois, fui pedalar na orla com Lipe. Foi delicioso ter este momento só com ele, que rendeu boas resenhas. Quando os pequenos acordaram, nos arrumamos e seguimos para um parque que tínhamos visto na orla mais cedo. Mateus e minha afilhada brincaram bastante, enquanto eu passeava e conversava com Leti. Antes de voltarmos ao hotel ainda demos uma pequena parada na feirinha de artesanato, para conferir os artigos locais.
 


 
No último dia, como teríamos que fazer o check out às 12h, resolvemos aproveitar para curtir o hotel. Samir, como nos outros dias, saiu cedo para tomar café com Leti, enquanto eu dormia um pouco mais com os meninos. Neste dia em particular dormi ainda um mais que os meninos e eles acabaram saindo sozinhos para o café. Quando cheguei ao restaurante, me deparei com esta cena linda de cuidado entre irmãos:
 

 
Tivemos dias maravilhosos em Maceió, com overdose de praia e oportunidade de estarmos nos cuidando, o que é sempre bom. Leti ficou um pouco chateada no começo da viagem, porque esqueceu seu brinquedo preferido (aliás, o único que ela gosta, e que esperou por 10 dias até chegar pelo correio) no avião. Vez por outra dizia que queria voltar só porque sabia que havia outro em casa.
 
Em Maceió estreitamos ainda mais o convívio com minha pequena afilhada, filha do casal de amigos a que me referi no início. Foi delicioso terminar a viagem sendo solicitada, repetidas vezes, por ela, com um carinhoso "dinda", que ainda não era tão efetivo. Além disso, foi lindo vê-la buscando cada um dos meus filhos, chamando-os pelos nomes.
 
Além da praia, curtimos muito as piscinas, como também algumas opções de entretenimento do hotel, como o parquinho, o kids club e apresentações folclóricas.
 
Nas noites temáticas, Leti, que é sempre um pouco cismada para experimentar comidas exóticas e diferentes, permitiu-se degustar novidades e aprovou tudo. Seu prato preferido foi o yakissoba do primeiro dia.
 
No dia da comida mexicana, tinha algo empanado que não lembro mais o que era. Lipe, bom apreciador das gordices como é, tratou de colocar a iguaria no seu prato e Leti se animou para experimentar.
 
Quando percebi o interesse, fiz algo que (juro) quase nunca faço com meus pequenos: menti! Disse que tinha pimenta porque ela corre léguas de tudo que tem pimenta e eu não queria que ela se empanturrasse de fritura, coisa que, aliás, nunca come.
 
Foi hilário! Ela colocou o dedinho na casca e colocou na boca. Depois tirou um pedacinho externo e provou. Por fim, pegou um pedaço com o recheio e degustou, concluindo, alegremente: - não tem pimenta! E eu, com minha cara de tacho, fiquei tentando me justificar.
 
A gastronomia, ponto forte de nossas viagens, como gulosos confessos que somos, não nos agradou muito. Não comi nada inesquecível em Maceió e mesmo Samir, que foi ao Wanchako (super recomendado) com Lipe e seu amigo, enquanto eu pageava os pequenos, também não se impressionou muito.
 
Antes de ir embora paramos no Parmeggiano para almoçar e, por incrível que pareça, apesar da pouca expectativa, já que se tratava de um restaurante barato e sem muita recomendação, gostamos bastante da carne que escolhemos (Filé a Moraes), o que gerou uma pontinha de arrependimento por não termos ido antes.
 
Passado o fim de semana, retornamos para casa com o vigor renovado, como, aliás, nos sentimos ao final de cada viagem, e já pensando na próxima...


 
 

 
 

 
 
 

 


 
 
 

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