quarta-feira, 1 de junho de 2016

Um tempo pra chamar de seu

 
 
Chegamos em São Paulo para uma maratona de consultas. Veremos o psiquiatra Caio Abjuadi para avaliarmos o uso da medicação; reencontraremos o neurogeneticista Fernando Kok, que avaliou Leti quando tinha 2 anos, nos passando muita segurança; e faremos uma nova avaliação sensorial com Aline Momo, para compararmos com a feita há 5 anos.
 
Depois de muito tempo, é a primeira vez que fazemos uma viagem só com Leti. E a ideia era reservar este tempo para lhe dedicar atenção exclusiva mesmo.
 
Como a primeira consulta seria hoje à tarde, aproveitamos a manhã para dar uma volta no Ibirapuera, que costumamos visitar sempre que estamos na terra da garoa.
 
Mas hoje foi diferente!
 
Entramos pelo portão que dá acesso ao MAM  e já formos recepcionados pelo lindo Parque de Esculturas! Como estava na hora do lanche, o objetivo de Leti era conseguir um banco para sentar e comer, e este foi o nosso pretexto para o início da caminhada.

Caminhamos admirando as esculturas, as instalações do MAM e outros prédios, as lindas árvores, o parque, as crianças e adolescentes em seus skates, bikes e patins, os passarinhos... Ah, os passarinhos... Dava para montar um sinfonia com o cantarolar deles...

Até que achamos um banco. E ela sentou. E comeu seus três biscoitos.

A motivação para o passeio poderia ter acabado aí. Mas não. Mesmo resistindo um pouco às vezes a caminhar, ela fez uma longa caminhada com paradas para brincar no parque, pular, contemplar a lagoa, beber água de coco, perceber a natureza, com suas árvores, aves, peixes...

Ela estava feliz, falante, pulante! (ela só pula quando está muito feliz!)

Mas não era uma felicidadezinha, não! Era algo que transbordava pelos poros, que a abria para o mundo, para experiências que normalmente não a atraem muito.

Pensei que o diferencial desta experiência, que já tínhamos tentado com ela algumas vezes antes, foi o fato de sermos só nós: eu, ela e o papai. A atenção era dela. A paciência era para ela. A energia era para ela. As expectativas eram para ela.

E ela superou todas!!!!

Foi lindo vê-la superar o medo e subir na ponte do brinquedo para escorregar depois, ver sua carinha peralta tentando nos driblar para pular em poças de lama, perceber sua atenção para as informações sobre as árvores e os passarinhos, sentir sua realização depois de escalar a escada de metal e ser brindada com uma linda vista, ser surpreendida com suas tiradas divertidas que arrancavam de nós deliciosas gargalhadas.

Até agora estou inebriada por ter testemunhado sua diversão no parque!!!!

Meu coração aos pulos e minha alma leve, principalmente por sentir, na prática, que este caminho que descobrimos atender melhor as demandas dos nossos filhos (de diversão compartilhada) realmente está dando bons frutos com a minha pequena.






































 
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