E eis que acabaram as férias e, com elas, o meu prazo para encerrar o processo de desfralde de Leti. Encerrar? E seria possível mesmo desfraldá-la completamente em 3 semanas? Acho que não!
O período foi de experimentação, tentativas e erros, comemorações, e, como disse antes, paciência, MUITA paciência.
Mas tenho que confessar que o saldo foi (está sendo) positivo!
Passamos de uma estatística (aproximada) de uns cinco, seis xixis no chão para cada um no penico, para o inverso. Ohhhhhhhhhhh #todascomemora \o/ \o/ \o/
Devo dizer que os feedbacks que tive do post anterior me ajudaram muito. Principalmente um email enorme que recebi da minha cunhada, dinda de Leti (ela sempre responde os posts por email, o que é um desperdício, pois seus comentários são sempre muito enriquecedores, e poderiam ajudar também outros leitores), dando sua opinião sobre cada uma das minhas dúvidas.
E como considero que nossa experiência tem sido exitosa, apesar de não poder afirmar que minha filha está desfraldada, gostaria de compartilhar as estratégias que adotamos aqui, partindo das dúvidas que sucitei no post anterior.
Revi a postura de deixá-la sentada até fazer o xixi, mesmo quando ela já está sem urinar há muito tempo e demonstra intenção de levantar do penico. Não queria que ela entendesse o ato como castigo. Então, passei a levá-la ao penico de hora em hora e a deixá-la sentada lá por, no máximo, 10 minutos, respeitando sua vontade de se levantar.
Tenho aproveitado o tempo para conversar, ler e para fazer xixi no vaso à sua frente (sempre guardo o meu xixi para os nossos momentos rs). Minha irmã comprou para ela dois livrinhos que tratam deste processo de desfralde: “a hora do penico para meninas” e “o que tem dentro da sua fralda”. Amei o último! E ela também. Quando se senta, logo pede o livro do (r)atinho e se diverte a cada página que passamos. Percebo também, que, toda vez que eu faço xixi ela pára o que está fazendo e fica olhando atentamente.
Mantive, em alguns momentos, a barganha. Este talvez seja o ponto mais polêmico das minhas estratégias, mas tem funcionado, por isso, ainda tenho mantido, embora numa frequência cada vez menor. Os prêmios são alguma guloseima que quer, ver TV, brincar de massinha… A ideia é reduzir até chegar ao zero.
Tenho contado até mil quando ela se levanta do penico e faz o xixi no chão. Mas devo admitir que isso quase não tem acontecido. Quando acontece, falo calmamente que não deve fazer o xixi ali e que sei que da próxima vez ela fará no penico.
Penico em frente à TV, never more!
Quando sai, tenho colocado a calcinha por baixo da fralda. Assim, asseguro sua percepção de estar molhada quando faz xixi, evito constrangimentos para ela e ainda tenho como saber se fez ou não xixi enquanto estivemos fora (com a fralda, se fizesse pouco xixi, não teria como saber, por causa da absorção). Mas, mesmo com fralda, sempre a levo ao banheiro. De adulto. Levo seu redutor de assento alcochoado de princesas numa sacola e adapto em qualquer vaso sanitário. Achei melhor assim porque uma vez, no shopping, ela havia feito cocô na calcinha sob a fralda, fui tentar trocar num banheiro infantil (que só tinha um vaso sanitário) e, como demoramos, uma mãe ficou insistentemente batendo na porta, enquanto eu tentava limpar o estrago que havia sido feito. Aquilo me tirou do sério… Como os banheiros de adulto têm vários vasos, ao usá-los, evito este desconforto. O único problema é que ela definitivamente não gosta de usar o vaso, adulto ou infantil (prefere o penico).
Com o tempo, passei a perceber os sinais de que quer fazer xixi. (Com menino é tão mais fácil…). Quando a percebo parada, concentrada e abrindo um pouco as perninhas, pego-a no colo e levo-a correndo ao penico. Às vezes, quando pego, já começou a fazer o xixi, que vai deixando seu rastro pelo caminho. Mas, com o susto, ela dá uma travada e, minutos depois, faz o restante. (Às vezes, não).
Teve um dia muito engraçado no Shopping. Ela estava de calcinha e fralda. Num determinado momento parou, abriu as perninhas e olhou preocupada para baixo. Estávamos longe de um banheiro, não tinha como levá-la. Sabia que ela estava fazendo xixi. Minha reação na hora foi dizer: – você está de fralda, filha.
Ao longo destas 3 semanas, algumas novidades: em um dia (apenas) pediu à babá para fazer xixi, e fez; passou 3 dias sem fazer xixi no chão (embora tenha feito um em minha cama, e tenha feito nas fraldas de soneca e passeios); fez xixi no vaso adulto da casa da minha mãe uma vez; e no vaso infantil da brinquedoteca do prédio uma outra vez.
Nosso próximo desafio é a escola. Como ela passa o turno todo lá, pretendo mandá-la só de calcinha, para não deixá-la de fralda a tarde inteira, todos os dias da semana. Mas estarei avaliando se esta é, realmente, a melhor forma de fazer a sua transição.
Aguardem cenas dos próximos capítulos.
