sexta-feira, 1 de abril de 2011


A GRAVIDEZ


No dia 30 próximo, meu primogênito completará 9 anos de vida e, em comemoração, publicarei aqui no blog, ao longo deste mês, alguns textos que tentarão resgatar um pouco desta história pregressa, que mudou a vida de todos nós da família.

Lipe foi fruto de uma gravidez não planejada, mas muito desejada, numa época em que a vida profissional de seus pais andava muito instável.

Descobrimos a gravidez no dia 14.09.01 e, naquele momento, um misto de felicidade e preocupação me invadiu.

A maternidade sempre foi um sonho para mim e realizá-lo, sem dúvida, era motivo de grande felicidade, principalmente ante o medo que nutria de não poder procriar, em virtude dos cistos de ovário que estava tratando.

Mas, por outro lado, o fato de ainda não estar casada com Samir, de não ter um emprego (estudava para prestar concurso), de Samir não ter encontrado a realização profissional plena e de não termos um teto para morar me assustava um pouco.

Fizemos o que devia ser feito: encaramos o desafio e, a partir daquele momento, ainda que inconscientemente, nossos objetivos de vida mudaram.

Resolvemos nos casar, porque acreditávamos que se não acontecesse naquele momento, dificilmente aconteceria depois, e isso era importante para nós dois.

Fomos morar na casa dos meus pais, porque preferimos economizar com aluguel e despesas domésticas, para tentarmos realizar, o mais cedo possível, o sonho da casa própria.

Fiquei um longo período sem estudar, por conta dos preparativos do casamento (que foi bem modesto) e de todas as novidades que turbilhavam em minha cabeça (retomando os estudos apenas quando Lipe completou o quinto mês de vida, depois de tomar um bendito puxão de orelha do meu pai).

Mantivemos o escritório de advocacia de Samir, que era nossa única fonte de renda, até que eu fosse aprovada em algum concurso, que nos assegurasse uma renda fixa, para que ele pudesse tentar trilhar o mesmo caminho.

Em paralelo a isso, curtimos intensamente a gravidez, que foi acompanhada por uma obstetra amiga da família, e que transcorreu na mais perfeita normalidade, até que, no dia 30/04/2002, às 14:13h, um pequeno ser, de 51 centímetros de estatura e peso de 3.890 quilos, me fez sentir algo que, apesar de imaginar existir, não conseguia mensurar com precisão: a intensidade do amor de mãe!


4 comentários:

Mariana - viciados em colo disse...

que massa, jana!
com esta série de posts vamos conhecendo mais um pedacinho da sua história :D
paranéns para o lipe!
beijoca

MÃE DO GUI disse...

Que massa da Mariana me lembra como é bom ser baiana...

parabéns pro fofo do Lipe!!!
parabéns pro's papais coragem!
Parabéns pela mãe Guerreira, nem te conhço e já te admiro, só em ler a sua batalha com essa gostosura da sua filha...

sabiaaaaaaaaa que vc devia ser jornalista, advogada, alguma coisa assim, vc escreve mega bem!!!

Bjo e ahhhhh: Tá pertinho da gente vestir AZUL hein? São 23:34h

bjoka xará!!!

Ivana (Coisa de mãe) disse...

Que lindo Jana!!! Muito legal a idéia de compartilhar a hist´roai do Lipe!!!

Bjos pros dois!!

Erika disse...

Parece que foi ontem que recebi essa noticia! Como nosso pequeno cresceu hein? Fico feliz de ter vivenciado cada momento especial como esse com vocês!
Amo vocês!

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